Mesmo em meio à crise, há setores que continuam expandindo, entre eles o de saúde e beleza. Prova disso é a PronoKal, multinacional europeia, de origem espanhola, voltada para o segmento de perda de peso, que há três anos está no Brasil. No ano de 2015, só por aqui, a empresa cresceu 70% em comparação a 2014, e faturou 8 milhões de reais.

Método próprio

A PronoKal possui um método próprio de emagrecimento que utiliza produtos à base de proteína de alto valor biológico. Para se estabelecer em solo brasileiro, trabalhou com três grandes focos: a estruturação logística da entrada de seus produtos, a organização de distribuição dos mesmos, e a formação de uma rede médica apta a prescrever o seu tratamento, pois somente médicos podem prescrevê-lo.

Segundo Richard Magrath, diretor geral da empresa no país, embora a burocracia de importação tenha retardado a implementação da PronoKal, o grande desafio inicial foi apresentar o tratamento, que na Europa já era consagrado, aos médicos brasileiros. “Foi um processo lento, pois muitos ainda olhavam com desconfiança as VLCD – Very Low Calorie Diet, tipo de dieta usada na proposta proteinada, que é capaz de promover o emagrecimento numa velocidade superior às dietas tradicionais, devido ao mecanismo de cetose, restrição de carboidratos e estímulo de lipólise (quebra de gordura)”, explica Magrath.

Hoje, o Método Pronokal é um sucesso e atrai cada vez mais adeptos. Embora ainda não haja concorrência no mercado brasileiro, o diretor atribui o êxito a dois diferenciais: a perda de peso rápida e segura, que é promovida, e um assessoramento multidisciplinar, que é oferecido por até dois anos após o término do tratamento. E para continuar crescendo, a empresa aposta no fortalecimento da sua presença nas redes sociais, onde os próprios pacientes compartilham suas histórias. “Não há melhor propaganda que a expressão espontânea das pessoas satisfeitas, mudando todo um estilo de vida”, afirma.

Com sede no Rio de Janeiro e em São Paulo, a PronoKal, para 2016, tem a meta de expandir geograficamente para as regiões sul e centro-oeste, e investir em produções científicas. “Vamos realizar o primeiro estudo clínico, avaliando os benefícios do método em pacientes com esteatose hepática (gordura no fígado)”, adianta.

Fonte: Revista Exame
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